Produção: Gente que faz!

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“A arte existe por que a vida não basta”. (Ferreira Gullar)

Vários autores relacionam o sentido do trabalho com o sentido na vida, afirmando que uma vida desprovida de sentido no trabalho é incompatível com uma vida cheia de sentido fora deste. Dessa forma, para que uma vida tenha sentido é necessário que se encontre realização nessa atividade.

As Oficinas oferecidas pela ABRACE, procuram atender à três características que contribuem para dar sentido ao trabalho:

1. A variedade das tarefas, que oportunizam a identificação ou aperfeiçoamento de habilidades relacionadas aos vários recursos que cada um tem.

2. As características do trabalho, isto é, a capacidade de uma proposta permitir a realização de algo cujo processo envolva começo, meio, e fim, resultando num produto final.

3. O significado do trabalho, isto é, a capacidade de uma produção contribuir para sua satisfação pessoal e para construir um sentimento de pertencimento a um grupo, família ou comunidade.

Por isso, todas as oficinas criam oportunidade de participarem cotidianamente de processos de produção, portanto, sempre visando um PRODUTO final, que o encanta e encanta a todos: blocos e cadernos, peças em mosaico, folhas de papel reciclado, caixas para embalagem, quadros originais ou releitura de uma obra de arte, apresentações de dança, teatro ou canto, clicar fotos ou fazer pequenos vídeos, texto ou cartaz para o mural, pratos culinários doces ou salgados, objetos de decoração para festas ou para cenários das apresentações, atividades de manutenção do espaço (recuperação de um banco de madeira, manutenção de um vaso ou canteiro), compras de materiais para as oficinas, atividades para serem realizadas em casa.

Para aqueles inseridos no mercado de trabalho – instituição financeira, lojas, empresa de tecnologia, estabelecimentos de alimentação, acrescenta-se o retorno financeiro.

Essa construção é proposta a cada jovem, individualmente ou em grupo, e cada produto realizado, esse participar de uma cadeia produtiva, fortalece o sentido de identidade.

Seja algo que remeta a autoria, expressão de algo singular realizado a partir de um talento, de um desejo, que exteriorize um sentimento e, que revele através da produção de um objeto, o reconhecimento e o resultado concreto de algo subjetivo. Esse eu que fiz!

Seja fazer parte de uma linha de produção, mas reconhecer aspectos autorais nessa produção realizada pelo grupo. Nós que fizemos!

Notem como novamente a identidade e o pertencimento são expressos, ilustrados dessa vez na produção concreta de algo.

Considerando cada um desses jovens, é o encontro desse “sujeito” com o trabalho que permite que rompa com a visão da pessoa com deficiência que a sociedade em geral tem. Nesse processo, internaliza práticas sociais, se adapta a normas e metas, faz amigos, conversa, resgata a possibilidade de inserção e o sentimento de pertencer à sociedade.


Associação Brasileira para
o Adolescente e Criança Especial*
(* desde 1996, Jovens e Adultos)

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