Oportunidade e Circulação

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Todas as questões que envolvem as pessoas com deficiência intelectual, são desafios que nos instigam, e muito, na busca e na ampliação das nossas propostas de trabalho no campo da educação integral envolvendo muitas outras dimensões do desenvolvimento humano. Para isso, investimos na utilização do “extra muros” como espaço de aprendizagem, por várias razões:

#1. Oportunidade para conhecer, reconhecer e se apropriar do espaço que é de todos por direito, fazendo parte da sociedade como cidadãos que são:
Conhecer o lugar em que vivem é fundamental para que os sujeitos se entendam e entendam suas próprias histórias, ajudando-os a construir sua identidade. Assim, saídas para museus, teatros ou outros espaços culturais que propomos são importantes, não só para usufruir, mas também aprender sobre si mesmo e a cultura na qual estão inseridos. Mas também são importantes as saídas para explorar o espaço urbano, os parques, as lojas, os shoppings, os estádios, os restaurantes. Enfim, explorar e se apropriar de lugares onde grande parte da população transita, trabalha, se encontra, se diverte.
Circular pela cidade e ver outras formas de organização do espaço, outras manifestações culturais, outra oferta de serviços na cidade, auxilia a compreensão da diversidade e das desigualdades que caracterizam nossa sociedade.

#2. Construção de sentido para a aprendizagem:
Circular ajuda todos a construírem sentido para o aprender a partir de vivências, práticas culturais concretas – as relações que estabelecem, os saberes que percebem que já têm, o contato com o novo com os quais podem se identificar, os códigos culturais ficam mais claros. Percebem mais facilmente que aquilo que estão aprendendo está de fato relacionado com suas vidas.

#3. Vivência da Cidadania:
A realização da vida em sociedade acontece nessa dimensão de tempo e de espaço que é o território. Consideramos que a cidadania somente pode ser construída pela sua vivência. Aprende-se a participar, participando.
Os jovens podem identificar suas características e a dos outros, e ter contato com a diversidade e, as diferenças ficando visíveis, ampliam-se as oportunidades para a constituição do sujeito, de construção de identidades e de reconhecimento e respeito do outro.

#4. Outros modos de aprender:
Além das inúmeras e variadas atividades internas, do contato com outras instituições e grupos de pessoas que nos visitam, o circular proporciona estar em outros espaços que mudam a dinâmica comum desse cotidiano da ABRACE. Andar pelas ruas do bairro, fazer compras, jogar bola em instituições escolares e outros espaços públicos, apresentar-se numa performance corporal, dança ou jogos teatrais, ou cantar e tocar instrumentos de percussão, andar de bicicleta no parque, ir para a areia da praia ou, simplesmente passear, trazem vivências diferentes. O contato e a expansão de códigos que fazem parte da nossa cultura – de barulho possível (em espaço público ao torcer em um jogo esportivo) ao silêncio respeitoso numa sala de concertos de música clássica, ou como plateia numa peça teatral, de limites no uso do espaço, de participação ativa ou de aguardar para participar. Essas experiências acabam por ajudá-los a evoluírem na construção de comportamentos e atitudes mais adequadas ao espaço e ao momento.

#5. Transformação da Sociedade:
Tão importante quanto para esses jovens, acreditamos ser oferecido à sociedade a oportunidade de maior contato com essa população, o que facilita a quebra de preconceitos, além de que novos elementos culturais podem se constituir, favorecendo a construção de uma sociedade mais inclusiva.


Associação Brasileira para
o Adolescente e Criança Especial*
(* desde 1996, Jovens e Adultos)

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